Foto: Carta de Compromissos Une a Região de Trás-os-Montes e Alto Douro
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Numa iniciativa inédita, instituições de ensino superior (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e os Institutos Politécnicos de Bragança e Viseu), as Comunidades Intermunicipais (Alto Tâmega, Douro e Terras de Trás-os-Montes) e Associações Empresariais (ACISAT, NERVIR e NERBA) uniram-se e assinaram uma Carta de Compromissos que visa promover um programa de Desenvolvimento para Trás-os-Montes e Alto Douro.
A cerimónia de assinatura decorreu no dia 12 de Julho na Biblioteca Central da UTAD e contou com a presença do Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho, que considerou este exemplo como “inspirador de respostas” para “outras partes do nosso território”.
Nesta Carta, os signatários destacam que, “apesar dos amplos recursos naturais, agrícolas e florestais, da riqueza paisagística, cultural e patrimonial, da importância da produção de energias renováveis, do excelente posicionamento ao nível da qualidade ambiental, da proximidade e crescente cooperação cultural e económica com a vizinha Espanha, da presença de instituições de ensino superior, Trás-os-Montes e Alto Douro continua a ter fortes desafios de reforço da sua competitividade e de coesão económica, social e territorial”.
Por outro lado, face ao novo Quadro Comunitário, referem os desafios do interior norte, nomeadamente “os baixos níveis de capital humano, a dificuldade de atração e fixação de recursos qualificados e especializados, a fragilidade do tecido empresarial, a atomização institucional e fraca densidade relacional, a incipiente cooperação interempresarial e entre agentes públicos e privados, a falta de ordenamento da oferta de formação profissional, a fraca capacidade de inovação e o baixo grau de empreendedorismo”.
A resposta a estes desafios passa, destaca a Carta, “por um trabalho intenso e exigente, assente numa visão amplamente partilhada e numa governação integrada, diferenciando o território pela qualificação das suas pessoas e pela qualidade de vida dos seus cidadãos e dos seus produtos e serviços”.
Na visão de futuro dos signatários, Trás-os-Montes e Alto Douro será uma “região feita de territórios diversos e singulares, com uma forte matriz identitária, que se articulam e complementam, que assenta a sua afirmação, atratividade, competitividade e coesão económica e social na qualidade de vida diferenciada e na valorização criativa dos seus produtos endógenos e ofertas turísticas, bem como na identificação e desenvolvimento de novas atividades suscetíveis de consolidar e expandir empresas já existentes, por via da inovação, pelo acolhimento de start-ups e pela atração de investimento externo”.
A esta visão está subjacente “a utilização da diversidade e singularidade dos territórios como argumento potenciador da valorização conjunta da região, nos planos nacional e internacional, e uma clara aposta na investigação, tecnologia e inovação”.
Tendo em vista desenvolver um programa de desenvolvimento, complementar dos programas das três CIM, as nove instituições comprometeram-se unir esforços para combater o declínio do interior norte, a desenvolver um trabalho articulado, colaborativo e continuado de promoção do desenvolvimento territorial sustentável, a criar mecanismos apropriados de enquadramento institucional do programa, e a alargar a base institucional da Carta e promover um Fórum Territorial.
Como contrapartida, exigem “que o Governo acredite na região e nos seus agentes e se comprometa a investir e a apoiar um programa desta natureza”.
NImp