Foto: A floresta uma prioridade nacional
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É difícil traduzir em números a suprema importância da floresta em Portugal. Todavia, se dissermos que ocupa 3.3 milhões de hectares (38% do território nacional continental) e que os bens produzidos sustentam uma importante cadeia industrial, representando cerca de 4500 unidades industriais, cujo emprego direto envolve dezenas de milhares de trabalhadores, contribuindo com 3,2 % para o PIB, 12% do PIB industrial e correspondendo a cerca de 11% das exportações totais portuguesas (Portugal é o país da Europa onde a floresta tem maior peso no PIB!) talvez possamos dar uma ideia da componente fulcral que representa para a nossa economia. Acresce a extraordinária importância dos serviços ambientais da floresta que alavanca atividades como o turismo, a caça e pecuária. O seu papel estende-se à conservação do solo e dos recursos hídricos, manutenção da biodiversidade e captura do carbono, especialmente o seu papel moderador num cenário de alterações climáticas.

Mas não só esta riqueza não tem sido devidamente explorada, como está em acentuado risco de declínio: todos os anos por altura do verão o país é fustigado com incêndios devastadores, o que impõe o adequado ordenamento florestal, ações preventivas e uma racionalização dos meios de combate. Acresce que as nossas principais espécies se encontram em perigo: pragas devastadoras dizimam montados de sobro, pinhais, castinçais e eucaliptais, ao mesmo tempo que os riscos de erosão assumem proporções catastróficas. Há ainda outro perigo: o desaparecimento do conhecimento neste sector que se verifica a nível nacional!
Mas a luta não pode ser isolada e nessa transferência de conhecimentos devem participar múltiplas organizações representativas da sociedade. Salientamos os corpos de bombeiros, as organizações de produtores florestais e todas as organizações não-governamentais envolvidas na educação ambiental, assumindo papel relevante os escuteiros e as organizações ambientalistas.
A UTAD deseja envolver-se ativamente nestes desafios nacional e assumindo a sua responsabilidade social, o conhecimento do território e vocação para incentivar o empreendedorismo, decidiu celebrar um protocolo com várias entidades cuja missão se desenvolve, em maior ou menor grau, nos espaços florestais e na área do ambiente.
A assinatura do referido protocolo ocorreu durante o Fórum “A FLORESTA E SUA PRESERVAÇÃO: UMA PRIORIDADE NACIONAL” organizado por um grupo de antigos alunos com ampla implementação na sociedade, preocupados com a situação atual da floresta dia 29 de julho, na Fundação AEP, e contou com a presença do Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Professor Doutor Francisco Gomes da Silva.
NImp