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Eliana Margarida Henriques de Barros licenciou-se em Genética e Biotecnologia na UTAD, onde fez também o mestrado em Genética Molecular Comparativa e Tecnológica em colaboração com o IPO do Porto. Obteve então uma bolsa de doutoramento para prosseguir os seus estudos e concluiu o seu doutoramento outubro último, na Queen’s University em Belfast. Agora encontra-se a trabalhar como investigadora numa empresa farmacéutica da Irlanda do Norte. Quisemos saber um pouco mais sobre o seu trajeto e projetos.
Fale-nos do trabalho desenvolvido na sua investigação de doutoramento
A minha investigação de doutoramento esteve incluída em dois projetos distintos. O primeiro centrou-se no impacto do estrogénio no desenvolvimento de cancro da mama em pacientes com mutações no gene BRCA1. Os resultados, publicados na Cancer Research, sugerem que esta hormona tem um papel importante no desenvolvimento da doença e que terapias que visam a sua redução devem ser avaliadas para o tratamento de portadores de alterações no gene BRCA1. O segundo projeto resultou da descoberta, no nosso grupo, de um novo complexo responsável pelo splicing de proteínas envolvidas em reparar o DNA (resultados foram publicados na Molecular Cell). Em seguida, o meu trabalho focou-se na caracterização de uma das proteínas deste complexo.
Já se encontra a desenvolver uma atividade profissional?
Desde setembro que me encontro a trabalhar na Almac, uma empresa farmacêutica com base em Craigavon, Irlanda do Norte. Mais concretamente trabalho na Almac Diagnostics, que tem como principal objetivo o desenvolvimento e validação clínica de novas tecnologias de diagnóstico de cancro baseadas no uso de microarrays. A Almac Diagnostics é liderada pelo meu supervisor de doutoramento, razão pela qual já me encontrava familiarizada e interessada no tipo de trabalho desenvolvido na empresa, o que tornou a minha escolha mais fácil. Além disso, esta escolha prende-se com a minha contínua vontade de perseguir uma carreira centrada na área da oncologia.
Como foi a experiência de desenvolver um trabalho de investigação fora de Portugal?
Desenvolver o meu projeto de doutoramento em Belfast foi uma experiência muito enriquecedora, não só a nível profissional mas também pessoal. Durante estes 4 anos e meio tive oportunidade de aprender e utilizar novas metodologias, contatar e colaborar com outros investigadores, participar em várias conferências e fazer parte de projetos muito interessantes. Penso que a minha decisão em continuar por cá fala por si. Sem dúvida uma experiência que recomendo.
Desejamos a Eliana Margarida Barros os maiores sucessos pessoais e profissionais nesta nova etapa da sua vida.