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Em cerimónia presidida pelo Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho, decorreu a 9 de janeiro, na Casa de Mateus, a assinatura do acordo do Consórcio UNorte.pt que junta, numa parceria estratégica, as universidades do Minho (UMinho), do Porto (UPorto) e Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).
À cerimónia assistiram membros do Governo, o presidente da CCDR-N, representantes dos conselhos-gerais das universidades, reitores de universidades portuguesas e galegas, presidentes de institutos politécnicos, deputados, autarcas, entre outras individualidades.
Dos objetivos deste consórcio, realça-se o reforço da articulação conjunta em domínios de interesse mútuo, seja ao nível da oferta educativa, mobilidade de estudantes, atração de estudantes e investigadores estrangeiros, seja na promoção internacional conjunta da Região Norte, na representação conjunta em redes transnacionais, dinamização do empreendedorismo académico, acção social escolar, etc.
O reitor da UTAD, António Fontainhas Fernandes, destacou, na sua intervenção, a importância desta estratégia conjunta para que a região possa retomar a tendência de convergência com os padrões médios de desenvolvimento na União Europeia.
“As ideias novas estão na fronteira porque esse é o local de diálogo e de encontros”, justificou o reitor, reforçando a oportunidade deste acordo, e em especial o papel da UTAD “enquanto vértice interior do triângulo que se espera virtuoso, formado pelas universidades do Norte”. Esta estratégia ¬“reforma a nossa firme convicção da importância de contrariar o histórico encravamento geográfico das regiões de baixa densidade, derrotando a condição de territórios periféricos e marginais”, realçou também.
Falaram igualmente, na cerimónia, os reitores das Universidades do Minho e do Porto, assim como o Ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato. Para este governante, o consórcio criado é merecedor de todo o seu apoio, na convicção de que destas coordenações de esforços “resulta melhor ensino, melhor ciência, maior racionalidade de utilização de recursos e maior competitividade internacional, tanto no ensino como na ciência”.
Não menos relevante para Ministro é também a demonstração de que “as universidades saem, de um período difícil para todo o país, mais fortes, mais preparadas para os desafios do futuro e mais conscientes das alterações que são necessárias no seu funcionamento”.
Por fim, o Primeiro-Ministro referiu-se ao consórcio criado como “uma iniciativa pioneira”, desejando que “seja inspiradora para outras instituições”. Por parte do governo haverá “toda a disponibilidade para discutir os termos desta parceria em torno da estratégia definida pelas universidades”. Contudo, lembrou também, “a colaboração do governo será sempre feita com uma grande ambição, mas também com um grande sentido da realidade e pragmatismo (…). Vivemos nas circunstâncias em que vivemos, no país em que estamos, com as condições e recursos que temos, e é com esses que temos que contar para construir um caminho de futuro”.