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Teve início no dia 4 de março, o primeiro ciclo de seminários UTADinTUR (UTAD – Investigação – Turismo), no Polo II da Escola de Ciências Humanas e Sociais. Este ciclo de seminários tem como temática “Planear o Turismo ao longo do Douro” e surge em continuação do TURCHAVES (ciclo de conferências anual realizado no polo de Chaves entre 2010 e 2014), tendo como organizadores os docentes Xerardo Pereiro e Veronika Joukes e alunos da unidade curricular “Práticas em Empresas e Instituições II” do 3º ano da licenciatura em Turismo. A iniciativa enquadra-se simultaneamente na missão do Grupo 1 do CETRAD (Turismo, identidades e património cultural) e da linha de investigação sobre turismo e desenvolvimento, e tem como objetivo complementar a formação dos alunos de 1º ciclo em turismo através da apresentação e debate com investigadores, técnicos, políticos e empresários ligados ao campo do turismo. De forma complementar, o objetivo é abrir a atividade a agentes do turismo na região, para assim criar um espaço de encontro, debate e potenciais parcerias para trabalho em rede.

O primeiro orador convidado foi António Martinho, o último presidente da extinta Entidade Regional de Turismo do Douro (ERTD). Formulou várias respostas à pergunta “Que turismo para a Região do Douro?”, tais como: apostar ainda mais numa estratégia de marketing dirigida para mercados de nicho como os do enoturismo, turismo de natureza, turismo ativo e o turismo de cruzeiros. Louvou iniciativas como o “Festival das Aldeias Vinhateiras”, o “Festival de Gastronomia do Douro” e o “Douro Film Harvest” que conseguiram projetar este destino mundialmente.

A semana seguinte, a 11 de março, Paulo Morais Vaz, diretor da Escola de Hotelaria e Turismo do Douro-Lamego, cativou o público com o tema “Que iguarias pode o Douro oferecer a quem o visita?”. Começou de forma quase filosófica a afirmar que a gastronomia é uma memória de sabores, saberes, aromas e tradições; é uma cozinha de afetos. Uma experiência gastronómica é muito mais que a simples satisfação fisiológica, pode ser transformada num produto turístico por excelência, pois, é mais que um momento, é uma experiência, é uma recordação para o futuro. Frisou também que é preciso marcar a diferença. Devemos concentrar-nos naquilo em que somos realmente bons. Aliás, não basta sermos bons, temos de ser excelentes. E podemos sê-lo, entre outras formas, inovando e melhorando receitas tradicionais durienses.

Em 18 de março foi a vez de Alexandre Guedes, que integra o quadro técnico superior da Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal e que, este ano letivo, é professor auxiliar convidado do DESG. Refletiu sobre uma temática completamente diferente: “Os barcos-hotel no Douro e a sua relação com o terroir”. Explicou que grandes operadores, como Viking River Cruises, Croisieurope, Allways Cruises e Uniworld, dão grande visibilidade ao destino Douro até aos Estados Unidos porque comercializam circuitos que envolvem o rio Douro. Realçou que ainda há grande margem para crescimento e um melhor trabalho em rede, afinando a interligação e comunicação entre parceiros no rio e em terra.

No dia 25 o último convidado do mês de março, José Maria Magalhães, vereador para o pelouro de Animação e Turismo da Câmara Municipal de Vila Real, debateu “As políticas do turismo em Vila Real: que políticas do turismo são precisas?”. Lançou um claro apelo para intensificar a colaboração entre a licenciatura em turismo e a Câmara, agora que o curso, já com mais de 15 anos de experiência, veio para Vila Real.

No mês de abril (dias 8, 15, 22 e 29) haverá outros defensores de um melhor turismo para o Douro. A entrada é gratuita. Para mais informações, consultar http://www.cetrad.info/static/docs/eventos/215.docx.