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Apesar da boa imagem, orgulho na região e presença de visitantes, a chancela da UNESCO não é percecionada de igual forma pelos residentes do Douro. 
 
Passados 14 anos sobre a classificação do Alto Douro Vinhateiro (ADV) pela UNESCO, um estudo da UTAD revela dados sobre a perceção dos residentes quanto ao impacto da chancela neste património mundial da humanidade.
 
No  âmbito  do  Projeto  “Estratégias  de  Valorização  Económica  do  Alto  Douro  Vinhateiro, coordenado por João Rebelo, docente e investigador da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) com a colaboração das investigadoras Lina Lourenço Gomes e Cristina Ribeiro, foi  aplicado  um inquérito  a 250 residentes no ADV  para  avaliar os efeitos da  chancela da UNESCO nos domínios da vitivinicultura, comércio e turismo.
 
Os resultados mostram que o turismo é a “atividade mais otimista e com impacto mais saliente” no  que  concerne  ao  retorno  económico.  Os comerciantes  revelam  uma  perceção  “mais moderada, pois a maioria atesta não sentir qualquer efeito” neste indicador. Já no caso dos vitivinicultores, o impacto da chancela UNESCO não tem sido sentido de forma homogénea.
 
“Apesar  de  quase  metade dos  inquiridos aferir um  efeito  maior  ou  muito  maior  no  retorno económico, há uma faixa que expressa o efeito reverso, não tendo ainda conseguido internalizar potenciais  oportunidades  e  benefícios”,  sustenta  a investigadora  da  UTAD  Lina  Lourenço Gomes.
 
Apesar da boa imagem, orgulho na Região e a presença de novos visitantes, os resultados indicam que os inquiridos revelam também preocupações com a sazonalidade e o aumento do custo de vida.