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A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) está a realizar estudos sobre a qualidade da carne do cordeiro mirandês num propósito de contribuir para a valorização e proteção da raça ovina Churra Galega Mirandesa, uma raça autóctone da região, que representa um valioso património genético.
O mais recente estudo, orientado pelos docentes da UTAD Virgínia Alice Cruz dos Santos e José António Oliveira e Silva, decorreu no âmbito do mestrado em Engenharia Zootécnica de Pamela Júlia Ferreira Raposo e procurou caracterizar e avaliar a carcaça e a qualidade da carne do Cordeiro Mirandês, enquanto Denominação de Origem Protegida (DOP), levando em conta o peso da carcaça e o sexo.
Para o efeito foram utilizados 30 borregos de ambos os sexos, criados de acordo com o sistema tradicional de produção da região e distribuídos por duas categorias de peso, de acordo com o caderno de especificações deste produto qualificado, o que permite estudar a influência do peso e do sexo do animal nas características da carne, em especial nas proporções de gordura e músculo, na retenção de água, na tenrura e na cor da carne.
Segundo Virgínia Santos, uma das investigadoras, “os resultados obtidos mostram que é possível escolher o peso de abate de acordo com as preferências do consumidor ou interesses do produtor”.
Assinale-se que o cordeiro mirandês resulta da criação de ovinos da raça Churra Galega Mirandesa, cujo solar se situa na região do Planalto Mirandês, e da combinação de fatores como sistema de produção e seleção das carcaças.
A valorização e divulgação deste produto contribui para a defesa desta raça autóctone, que à semelhança de outras da região, constitui um património genético, social e cultural único com um papel importante no aproveitamento dos recursos naturais e estimulador da economia local, contribuindo para um desenvolvimento sustentável e para a fixação da população rural.
Para mais Informações contactar:
Rosa Rebelo | Assessoria de Comunicação
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