[Imprimir]
  
A Aula Magna da UTAD encheu-se por completo, com enorme presença de estudantes, no dia 29 de outubro, para a cerimónia da abertura do Ano Académico. O reitor da UTAD, Fontainhas Fernandes, deu as boas vindas aos novos estudantes, reafirmando o empenho da reitoria em valorizar as condições de acolhimento, com a requalificação dos espaços letivos, criação de mais espaços de apoio ao estudo em todas as escolas e o reforço da política da Ação Social.
 
O aumento da eficiência pedagógica, com o uso de programas de sucesso escolar, já em articulação com o Consórcio das Universidades do Norte, assim como a implementação de um programa de orientação tutorial, foram também ações concretas realçadas pelo reitor com vista a aumentar a eficiência educativa dos estudantes. Para as cinco Escolas, Fontainhas Fernandes deixou igualmente o desafio para um trabalho de reflexão, na “definição com a reitoria das áreas disciplinares da Universidade para os próximos tempos”, com vista a “preparar o outro futuro” que se abre aos anseios da instituição. Por sua vez, presidente da Associação Académica, André Coelho, dirigiu-se, especialmente, aos novos estudantes, com uma mensagem calorosa de boas vindas não só à UTAD mas também à cidade de Vila Real.
Como orador convidado na cerimónia, coube ao Presidente do Conselho Nacional de Educação, David Justino, a intervenção de fundo, muito voltada para a aposta no conhecimento e na especialização que as Universidades devem adotar como estratégia de afirmação. “Cada vez mais o conhecimento é um bem transacionável altamente valorizado, e, quanto mais especializado, mais valor tem”, observou o orador, sublinhando que “nesta economia do conhecimento torna-se importante apostar cada vez mais em segmentos onde possamos ser competitivos”. David Justino lembrou, a propósito, a recente eleição, pela revista “Wine Spectator”, de três vinhos do Douro entre os quatro melhores vinhos do mundo, uma realidade que só tem sido possível em grande parte graças ao reforço da formação e investigação no domínio da enologia, um domínio em que a UTAD se tem claramente especializado, tendo vindo a formar os melhores enólogos portugueses.
David Justino elogiou as opções estratégicas da UTAD e a forma como estão a ser delineadas e concretizadas, sugerindo que dentro de dez ou quinze anos aqui estejam as melhores escolas, não só de enologia, mas também de produção animal, veterinária, ou que o for, sem menosprezar outras áreas que são indispensáveis”. E concluiu: “Se em vez de se exportar enfermeiros, pudermos exportar enólogos. Porque não? Desde que consigamos ficar com os melhores”.