Foto: Castanheiros
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A equipa do castanheiro da UTAD apresentou recentemente o Relatório Anual de Progresso do Projeto “Avaliação do impacto do uso do Ergofito em castanheiro” PA 52428 – IF 0024, financiado pelo Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural (FEADER) e pelo Estado Português através da Medida 4.1 – Cooperação para a Inovação do programa PRODER – Programa de Desenvolvimento Rural. Com este projeto pretende-se avaliar o impacto da aplicação em castanheiros de Ergofito, um biofertilizante recentemente entrado no mercado português e europeu. Perante o conhecimento da existência deste novo biofertilizante e das suas potencialidades noutras culturas, a empresa agrícola Agro Rio Bom, manifestou interesse em aplicá-lo na cultura do castanheiro. 
 
O estudo contou com duas unidades de demonstração, um souto jovem e um souto adulto, tendo sido efetuadas duas aplicações de Ergofito, uma em junho e outra em setembro.
No souto jovem (Figura 1), a aplicação de Ergofito beneficiou o crescimento dos castanheiros, tendo-se notado uma melhor tolerância às condições climáticas menos favoráveis, temperatura elevada e escassez de precipitação.
No souto adulto (Figura 2), a aplicação de Ergofito também foi benéfica. De forma mais ou menos consistente, a presença de Ergofito beneficiou a maioria dos parâmetros ecofisiológicos avaliados, realçando-se igualmente a proteção sanitária conferida às castanhas que, assim, apresentaram uma menor incidência de pragas e doenças. Em resultado, foram notados importantes aumentos de produção de castanha comercializável. As castanhas dos tratamentos com Ergofito apresentaram tendencialmente maior teor de açúcares solúveis e proteína bruta, sendo menos densas do que as castanhas do tratamento controlo.
Ao nível da análise sensorial da castanha cozida, a aplicação de Ergofito não prejudicou as caraterísticas organoléticas das castanhas, mais ainda, as castanhas provenientes dos castanheiros tratados apresentavam um maior grau de doçura e flavor característico a castanha.