Foto: UTAD celebrou o seu 30º aniversário
 
​Revestiram-se de grande solenidade e participação dinâmica da academia as celebrações do 30º aniversário da UTAD, que decorreram a 18 de março, com um conjunto de atividades que ficam a marcar a história da instituição.
As celebrações iniciaram-se com a primeira corrida “Dia da UTAD”, muito participada pelos membros da academia, seguindo-se, no átrio da Biblioteca Central, com as presenças do Presidente da CCDR-N, Emidio Gomes, e do Secretário de Estado Adjunto e do Ambiente, José Mendes, a sessão de assinatura de protocolos com 32 municípios da região norte, um momento histórico para a Universidade, onde ficou gravado, pela quantidade e qualidade dos projetos envolvidos, o grande compromisso da UTAD de abertura ao exterior e sua ligação ao território. Ainda no período da manhã, houve lugar à homenagem ao professor emérito da UTAD e mentor do Jardim Botânico, Luís Torres de Castro. 

 

A solenidade do Dia da UTAD teve o seu ponto alto com a sessão realizada na aula magna, presidida pelo magnífico reitor que, na sua intervenção, fez uma reflexão prospetiva sobre o futuro da Universidade. Fontainhas Fernandes realçou o sinal claro que a UTAD está a dar de ligação ao território como forma de “potenciar a centralidade da valorização do conhecimento no desenvolvimento das regiões e do país”.
“O futuro convoca o esbatimento das fronteiras”, declarou o reitor, para reafirmar a importância da internacionalização em que a UTAD está seriamente empenhada, sem deixar, contudo, de prevenir que “a internacionalização de Portugal e das suas universidades não pode residir em projetos de unificação continental da Europa, em que seremos sempre, mas sempre, uma periferia tolerada”. O país e este espaço continental – acrescentou – “têm de continuar a afirmar-se na globalização organizada em torno dos oceanos. A consolidação do aumento de estudantes que temos vindo a registar nesta universidade nos dois últimos anos tem que atender obrigatoriamente a este desígnio, a este objetivo”.
A marca identitária UTAD que os estudantes que por aqui passam orgulhosamente transportam foi uma das tónicas da intervenção do presidente da Associação Académica da UTAD, André Coelho. “Aqui somos dos primeiros a querer reconstruir o interior, aqui aprendemos a ser mais combativos, a ponderar melhor cada passo e a pensar cada momento, porque a margem é tão pouca para falhar” – reconheceu o líder estudantil. Por sua vez, em representação do Conselho Geral, Bianchi de Aguiar, também ele um dos nomes proeminentes da história da instituição, recordou as marcas profundas que a instituição vem gravando no desenvolvimento da região e nas pessoas que por aqui passam, enunciando os grandes projetos que, na fase crucial de afirmação da Universidade, tiveram os seus docentes e investigadores como promotores fundamentais.
Na cerimónia, que contou igualmente com a intervenção do presidente da CCDR-N, Emídio Gomes, e a oração de sapiência de Adriano Moreira “Entre cosmopolitismo e integração: a terra casa comum dos homens”, foram também homenageados os três primeiros ex-estudantes da UTAD que obtiveram o grau de doutor, e entregues os prémios de Mérito Científico, de Investigação “Fundação Maria Rosa” e de Mérito Escolar, assim como os diplomas de “Mérito Inclusão Social” e de “Distinção”, bem como os diplomas de louvor aos funcionários que completaram 20 anos de serviço em 2015.
Os momentos musicais estiveram a cargo do Coro de Câmara da UTAD e dos estudantes de Teatro e Artes Performativas. As celebrações encerraram com a inauguração, na galeria da Biblioteca, de uma exposição de fotografia de António Barreto.