Foto: Conferência Lusa
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No âmbito da apresentação da nova Pós-Graduação em Jornalismo Regional, que arranca em setembro próximo, decorreu na UTAD, a 12 de maio, um seminário subordinado ao tema “Jornalismo Regional na Idade da Glocalização”. Organizado em parceria com a agência Lusa, que assinala em 2016 30 anos, este seminário procurou refletir sobre o futuro dos meios de comunicação social regional, como motor de descentralização.
O reitor da UTAD, Fontainhas Fernandes, a presidente do Conselho de Administração da Lusa, Teresa Marques, e o Presidente da ECHS, José Belo, abriram os trabalhos com palavras sobre a parceria agora iniciada entre as duas instituições, que terá na nova pós-graduação um pilar estratégico de reflexão sobre o jornalismo de futuro que, reconhecidamente, passará pelas regiões.
Seguiram-se as intervenções dos três oradores convidados para a mesa redonda. Pedro Jerónimo (docente do Instituto Superior Miguel Torga) falou sobre os desafios do jornalismo regional em transição para o digital e Nuno Andrade Ferreira (Média Comunicações/Universidade Mindelo – Cabo Verde) relatou a experiência singular dos media regionais num país insular, Cabo Verde, onde os jornais, com as suas minúsculas tiragens, são nacionais sem deixarem de ser também regionais. Por sua vez, João Palmeiro (Presidente da Associação Portuguesa de Imprensa) traçou a realidade respeitável dos jornais regionais centenários e das memórias que transportam no tempo, almejando a sua classificação como património cultural imaterial da UNESCO, ao mesmo tempo que projetou o potencial e os desafios do jornalismo digital para o futuro da imprensa que procura sobreviver nas regiões.
A encerrar o seminário, Artur Cristóvão (vice-reitor da UTAD), Ricardo Jorge Pinto (Subdiretor de Informação da Lusa), e Inês Aroso (docente do DLAC e coordenadora deste curso de pós-graduação), fizeram a apresentação formal da nova pós-graduação, uma organização conjunta Lusa e UTAD.