Foto: Ferreira de Castro
[Imprimir]
 
Numa organização dos alunos e direção do curso de Mestrado em Ciências da Cultura, a UTAD realizou, no passado dia 11 de maio, a V Jornada de Investigação e Reflexão em Ciências da Cultura, subordinada ao tema “Paisagens Culturais em Ferreira de Castro”. Este evento propôs-se celebrar os 100 anos de vida literária do escritor, autor de algumas das obras fundamentais da cultura portuguesa, como A Selva e Emigrantes.
José Maria Ferreira de Castro (1898-1974), que cedo emigrou para o Brasil, publicou em 1916, naquele país, o seu primeiro livro, intitulado Criminoso por Ambição, o qual foi vendido em fascículos pela Tipografia Lopes, de Belém do Pará, e que havia escrito quatro anos antes, quando trabalhava no seringal “Paraíso”, na selva amazónica. Natural de Oliveira de Azeméis, mudou-se, nos anos 30 do século passado, para a aldeia barrosã de Padornelos, onde, durante meses, conviveu com as suas gentes e escreveu o seu romance Terra Fria, um retrato, por vezes cruel, das agruras do povo transmontano na sua luta pela sobrevivência. Até à atribuição do Prémio Nobel da Literatura a José Saramago, em 1998, Ferreira de Castro foi, desde a publicação de Emigrantes, em1928, o escritor português mais traduzido e em mais países publicado.
Esta jornada de reflexão, que reuniu alguns estudiosos da obra de Ferreira de Castro (Fernando Moreira, Daniela Fonseca, Jéssica Esteves, João Bartolomeu Rodrigues, Rui Figueiredo, Luísa Castro Soares, Natália Amarante, Ângela Fraga, Salete Cunha e Rita Neto), apresentou olhares cruzados, em perspetivas literárias, culturais e sociológicas, sobre diversas obras do escritor como A Selva, Emigrantes, A Lã e a Neve, Terra Fria, A Curva da Estrada e A Selva, entre outras.