Foto: II FÓRUM COMPROMISSO 2020 debateu em Bragança Empreendedorismo e Coesão Territorial
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Há cerca de dois anos atrás, três instituições de ensino superior (UTAD e Institutos Politécnicos de Bragança e Viseu (ESTG de Lamego), três Comunidades Intermunicipais (do Alto Tâmega, Douro e Terras de Trás-os-Montes) e três Associações Empresariais (ACISAT, NERVIR e NERBA) uniram-se para assinar uma Carta de Compromissos visando promover um Programa de Desenvolvimento para Trás-os-Montes e Alto Douro (TMAD), ato que foi realizado na UTAD.
 
No âmbito da Carta, nestes dois anos, foram criados grupos de trabalho visando o desenvolvimento de projetos e apresentadas candidaturas aos fundos do novo Quadro (em matérias como o empreendedorismo, a internacionalização, a cooperação entre ensino superior e tecido produtivo e a transferência de conhecimento), bem como desenvolvidas ideias que aguardam a abertura de concursos (formação e qualificação, empreendedorismo social, marketing territorial).
Foram também lançadas iniciativas de envolvimento da região, tendo o I Fórum para o Desenvolvimento de Trás-os-Montes e Alto Douro – Compromisso 2020, sido realizado em Vidago, a 19 de junho de 2015, com larga adesão.
O II Fórum, realizado nas instalações do NERBA, em Bragança, a 27 de maio, o programa focou-se em duas temáticas centrais: as dinâmicas de empreendedorismo em TMAD (nas suas diferentes dimensões); e a execução dos Fundos do presente Quadro na região e seu contributo para a coesão territorial.
O Fórum contou com dois painéis constituídos por convidados bem conhecedores das temáticas, representando diversas áreas de atividade e experiências diferenciadas. A UTAD foi representada por Artur Cristóvão, vice-reitor para o Planeamento, Estratégia e organização, (na mesa de abertura), por João Calejo, técnico superior da UTAD (no painel sobre Empreendedorismo) e Fontainhas Fernandes, Reitor da UTAD (na mesa de encerramento, presidida pelo Ministro da Economia).
Entre as conclusões deste II Fórum destacam-se duas ideias centrais: em matéria de empreendedorismo, na região de TMAD “existe um conjunto amplo de iniciativas que permitem antecipar um futuro promissor nas áreas económica, social e cultural, incluindo projetos com envolvimento das CIM, dos municípios, das instituições de ensino superior e dos Parques de Ciência e Tecnologia, entre outras instituições”; no que toca à aplicação dos fundos e à coesão territorial “que os sucessivos Quadros Comunitários de Apoio não permitiram corrigir as intensas assimetrias de desenvolvimento que existem na região Norte, ou mesmo desta face ao resto do país” , sendo “urgente identificar as causas deste problema e implementar as necessárias medidas para o corrigir, de forma a não penalizar uma parte substancial do país”. Ainda neste âmbito, foi destacado que “os instrumentos existentes destinados a promover a coesão territorial não estão a revelar-se suficientes”, devendo ser aumentado “o número de avisos de abertura direcionados para os territórios de baixa densidade e, sobretudo, adequar esses avisos à realidade socioeconómica desses territórios”.
As conclusões completas podem ser consultadas [VER​]