Foto: Debate Florestas
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O primeiro debate foi realizado em Vila Real, os seguintes serão em Coruche, Porto e Lisboa.

O Departamento de Ciências Florestais e Arquitetura Paisagista da UTAD, conjuntamente com a Ordem dos Engenheiros e com o apoio da Associação dos Florestais-da-Utad, iniciou no passado dia 13 de Setembro de 2016, no Teatro de Vila Real, um ciclo de debates abertos subordinado ao tema a “A Floresta Portuguesa em Causa”.

Este ciclo de conferências/debates públicos visa chamar a atenção do público para o valor da Floresta Portuguesa e mostrar que a Engenharia Florestal é fundamental para o País e os Engenheiros Florestais constituem o garante de um correcto ordenamento e de uma adequada Gestão Florestal, de modo a contrariar o ciclo de más notícias associadas à florestal como é o caso dos fogos.

O primeiro debate teve como intervenientes: Helena Freitas, Professora na Universidade de Coimbra e Coordenadora da Unidade de Missão para a Valorização do Interior, José Miguel Cardoso Pereira, Professor na Universidade de Lisboa, Américo Mendes, Professor na Universidade Católica Porto e Presidente da Associação Florestal do Vale do Sousa, Paulo Fernandes, Professor na UTAD, António Macedo, Coordenador do Colégio Nacional de Engenharia Florestal da Ordem dos Engenheiros, João Branco, Engenheiro Florestal e Presidente da Quercus, e Rogério Rodrigues, Engenheiro Florestal e Presidente do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas.

Dado este debate ter acontecido numa época de muitos focos de incêndio e de um acumular de área ardida muito superior à média nacional, o tema mais debatido foi precisamente o dos incêndios, sendo que foi unânime o consenso em torno da necessidade de se alterar a designação de fogos florestais para fogos rurais uma vez que a análise geoestatística dos dados mostra que mais de 70% dos fogos acontece em áreas de mato e de pastagem.

Um outro tema muito debatido foi o do Associativismo Florestal e o dos Apoios às Actividades Florestais. Se, por um lado, foram criadas inúmeras Associações de Produtores Florestais e constituídas muitas Zonas de Intervenção Florestal (ZIF), por outro os apoios à actividade estão parados, com a publicitação de sucessivos avisos a medidas de apoio que nunca chegam a abrir. Ainda sobre este tema, falou-se na falta de cadastro florestal como um entrave à exploração e ao apoio à actividade, mas logo se referiu que todos os terrenos florestais organizados em ZIF estavam cadastrados, pelo que poderia este facto constituir o ponto de partida para o conhecimento da terra e do proprietário.

Debatidas as causas e os efeitos da desvalorização da Floresta e da Actividade Florestal, chegou-se à política florestal seguida nos últimos 30 anos, tendo-se apontado a destruição dos Serviços Florestais, o abandono das Casas dos Guardas Florestais e o fim da carreira de Guarda Florestal como um conjunto de medidas e de acções que retirou os Florestais das Florestas e o interesse pela actividade.

Este ciclo de debates continua, agora num formato nacional.

O Colégio de Engenharia Florestal da Ordem dos Engenheiros, conjuntamente com a UTAD, o ISA e o apoio da Associação dos Florestais-da-Utad, está a preparar três novos debates: dois regionais e um nacional:

Sul (11 de Outubro: Observatório do Sobreiro e da Cortiça- Coruche); Norte (12 de Outubro: Ordem dos Engenheiros, Porto); Lisboa (17 de Outubro: Ordem dos Engenheiros, Lisboa), onde serão debatidos os seguintes temas:

A Floresta Portuguesa em Números – A Norte e a Sul: Políticas e Instrumentos de Politica e A Problemática dos Fogos

O Desafio do Futuro: Ordenamento do Território e Soluções de Gestão e Rentabilidade, Produção e Conservação

Destes debates sairá um documento “Avaliação e Conclusões: A Floresta de que precisamos” a entregar ao Sr. Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural no próximo Conselho de Ministros.

Para mais informações contactar:
José Aranha j_aranha@utad.pt
Diretor do Departamento de Ciências Florestais e Arquitetura Paisagista