Foto: Estudos Rurais
[Imprimir]

Decorreu na UTAD, entre 13 e 15 de outubro, o 11º Colóquio Ibérico de Estudos Rurais – XICIER 2016. A organização pertenceu ao Centro de Estudos Transdisciplinares para o Desenvolvimento (CETRAD/UTAD), a Sociedade Portuguesa de Estudos Rurais (SPER) e a Asociación Española de Economía Agraria (AEEA), em parceria com a Asociación de Geográfos Españoles (AGE), os Grupos de Sociología Rural y de la Alimentación de la Federación Española de Sociología (FES), a Rede de Estudos Rurais (RER, Brasil), a Sociedad Española de Historia Agraria (SEHA) e a Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural (SOBER).

O colóquio, que juntou cerca e 250 participantes de vários países (Portugal, Brasil, Espanha, México, Uruguai, Itália, Polónia, entre outros), incluindo muitos investigadores, técnicos, empresários e uma delegação de deputados europeus, assentou num amplo debate sobre o tema “Desenvolvimento inteligente e inclusivo em territórios rurais”. Das palestras e discussões, foi possível trazer a lume muitas ideias, propostas e resultados de investigação e de experiência real já obtida sobre a aplicabilidade e aplicação da agenda do crescimento inteligente e do desenvolvimento sustentável e inclusivo nos territórios rurais em diversos contextos geográficos e socioculturais, com destaque da Europa e da América Latina.

Ficou claro, no balanço do evento, como o desenvolvimento inteligente é compatível com o desenvolvimento inclusivo, isto é, o desenvolvimento baseado no conhecimento e inovação pode e deve ser conciliado com a inclusão e coesão territorial. O deputado europeu José Manuel Fernandes, um dos intervenientes, enfatizou esta ideia central dando a conhecer as possibilidades de financiamento ao nível dos fundos europeus muito orientadas para esse mesmo objetivo. O que se pretende ¬ realçou o político – “é um crescimento inteligente, sustentável e inclusivo, onde exista inovação e investigação, onde a sustentabilidade esteja bem presente, mas onde ninguém fique para trás, seja ao nível dos territórios, seja ao nível das pessoas”.