Foto: Museu Geologia dia da ciencia e paz
[Imprimir]
 

“Celebrando Centros de Ciência e Museus de Ciência” foi o mote do Dia Mundial da Ciência pela Paz e pelo Desenvolvimento 2016, que se comemora anualmente no dia 10 de novembro, através do qual se procurou enaltecer a importância dos centros e dos museus de ciência de todo o mundo.

No âmbito destas celebrações o Museu de Geologia Fernando Real da UTAD e a direção do 2º ciclo de Geociências Aplicadas organizaram a conferência “A Ciência no centro da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável” proferida por Elizabeth Silva, Técnica Superior responsável pelo Setor das Ciências da Comissão Nacional da UNESCO. A conferência  abordou os vários programas científicos da UNESCO, as Reservas da Biosfera como “laboratórios vivos” e os Geoparques como “museus ao ar livre”. Foram também referidos os contributos destas designações UNESCO na implementação dos Objetivos da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e exemplos práticos do que tem sido desenvolvido pelas Reservas da Biosfera e, em particular, pelos Geoparques Mundiais da UNESCO Portugueses, neste domínio.

Seguiu-se no final a inauguração da exposição “Um olhar sobre a Geodiversidade de Vila Real: Geologia, Recursos e Património” que está patente ao público na sala de Exposições Temporárias do Museu de Geologia Fernando Real e pretende divulgar a assinalável geodiversidade que constitui um inequívoco testemunho da nossa história geológica.

A região de Vila Real, mercê do seu enquadramento geológico, constitui um verdadeiro “museu ao ar livre” que permite descobrir e explorar diversos aspetos de índole geológica. A multiplicidade litológica e geomorfológica bem como a tectónica inerente ao facto de Vila Real se localizar numa zona de falha, são responsáveis pela estruturação de uma paisagem única e diversificada enriquecida por um património material que data de tempos longínquos. A referida geodiversidade traduz-se também nos numerosos recursos minerais metálicos e não metálicos, como sejam as antigas minas de Vale das Gatas e Jales, as rochas ornamentais e as águas minerais. Pretende-se assim abrir uma janela que aguce a curiosidade e desperte a vontade de melhor conhecer esta magnífica região.