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A 24 de novembro, entre as 10 e as 12 horas, realizou-se na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) uma iniciativa que visou alertar os estudantes universitários para a identificação, prevenção e denúncia de comportamentos violentos.

A iniciativa partiu da direção do curso de psicologia da UTAD e integrou-se num conjunto de atividades que pretenderam comemorar na UTAD o Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres, celebrado a 25 de novembro. A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) associou-se a esta iniciativa, bem como a Câmara Municipal de Vila Real, através do projeto Mais Social.

Vários estudos têm identificado que a violência física e psicológica se apresenta muitas vezes de forma dissimulada, manifestada, por exemplo, em cenas de ciúmes e ameaças associadas, em chamadas constantes para o telemóvel, ou em proibições da forma de vestir. Estes comportamentos são encarados, por vezes, como toleráveis e percecionados como normais e eventualmente entendidos como demostrações de carinho, atenção e amor.

“Muitos destes comportamentos decorrem de papéis de género transmitidos desde muito cedo, aprendidos e reforçados quotidianamente, e isso permite que, em muitas ocasiões, se gerem situações de violência de diferentes tipos. Face a este cenário, importa consciencializar as pessoas para estes comportamentos violentos desde as suas primeiras ocorrências, impedindo a que eles ocorram ou que continuem a manifestar-se”, afirma Ricardo Barroso, docente e investigador da UTAD, e especialista na área da psicologia clínica e justiça.

Tendo em vista uma intervenção de prevenção destes comportamentos surgiu o Violentómetro que resulta de um processo de investigação cujo objetivo é identificar comportamentos violentos quotidianos, alertar sobre eles e evidenciar o risco a que se expõem mulheres e homens. O Violentómetro foi adaptado de um modelo desenvolvido por uma universidade mexicana, e consiste num material gráfico e didático em forma de régua no qual se visualizam manifestações implícitas e explicitas de violência, algumas delas tornadas naturais no quotidiano e na sociedade.

“Trata-se de uma ferramenta de sensibilização que visa ajudar na deteção, alerta e denúncia deste tipo de situações que afetam a liberdade e tranquilidade de mulheres e homens, que ocorrem nas relações interpessoais e que podem ser experienciados nos contextos escolares, laborais e nas relações de intimidade”, acrescenta o investigador.

Tendo em conta estas preocupações, os estudantes do Núcleo de Psicologia da UTAD fizeram a distribuição do Violentómetro junto dos seus colegas. A ação decorreu na UTAD, no Polo I da Escola de Ciências Humanas e Sociais; na Biblioteca e na Escola de Enfermagem/Ciências da Saúde.

Esta inicitiva foi acompanhada por diversos órgãos de comunicação: RTP, SIC, TVI, Porto Canal; Antena1; TSF; JN;

Para mais informações contactar:
Rosa Rebelo | Assessoria de Comunicação | UTAD
259 350 160 | 932 148 809 | rorebelo@utad.pt