Foto: Abertura ano académico
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A Secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Maria Fernanda Rollo, presente na cerimónia de abertura do Ano Académico, no passado dia 4 de novembro, que encheu por completo a Aula Magna, dirigiu-se aos novos estudantes para dizer: “Ainda bem que escolheram a UTAD”. E sublinhou que “os resultados desta Universidade são brilhantes e inspiradores”, deixando o reconhecimento pela forma como tem fomentado “um debate e um diálogo comum, de forma criativa, crítica e construtiva, o que tem permitido estabelecer compromissos com quem quer construir um país com conhecimento, com ciência e projectado para os nossos jovens”.

O reitor da UTAD, Fontainhas Fernandes, que abriu as intervenções, destacou o papel ativo da UTAD num momento em que se perspetiva “um novo futuro”. “A Universidade deve ser resiliente, deve desenvolver-se e estar sempre em permanente mudança”, afirmou o reitor, para realçar também a forte ligação da UTAD ao território e às suas gentes. “Hoje uma instituição de ensino superior que esteja situada num território como este – afirmou – é uma âncora de esperança para as suas gentes. E por isso nós queremos reforçar este papel de âncora de esperança para fixação de empresas e jovens”. Na mesma sessão, usou igualmente da palavra o Presidente da Associação Académica, André Coelho, lembrando algumas das preocupações dos estudantes e deixando uma nota de orgulho que é comum a todos quantos passam por esta universidade.

Esta sessão de abertura do ano académico foi também marcada pela apresentação oficial da “Visita Virtual” à UTAD, um trabalho da autoria de Vitor Sá, do GCI, que passa a permitir ao cibernauta, em qualquer ponto do planeta, visitar e conhecer alguns dos espaços mais emblemáticos da Universidade.

Ponto alto da sessão foi ainda a realização de uma mesa redonda intitulada “Património: diversidade, proteção, promoção”, moderada pelo vice-reitor Artur Cristóvão, que contou com as intervenções de João Carlos Santos (subdirector da Direção-Geral do Património Cultural), Helena Freitas (da Unidade de Missão para a Valorização do Interior) e António Belém Lima (arquiteto ligado à recuperação urbana de espaços históricos). Cada um dos oradores, nas áreas temáticas das suas especialidades, falou sobre os novos desafios para a valorização e proteção do património natural e cultural, com realce para a região do Douro. Este propósito de trazer para o debate o património cultural e natural, recorrendo a especialistas que asseguram as várias dimensões temáticas, traduziu uma clara preocupação da UTAD em apostar na valorização da transversalidade cultural e natural do território, em especial nos imensos recursos do Douro e Trás-os-Montes, enquanto paisagem, turismo e cultura, uma aposta já consagrada na recente criação da cátedra UNESCO em Geoparques.