Foto: Debate na UTAD a floresta portuguesa merece uma revolução
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No âmbito da consulta pública sobre a Reforma das Florestas lançada pelo Governo e a decorrer até 31 de janeiro 2017, permitindo que toda a sociedade se envolva nesta discussão, a UTAD, em parceria com a associação “Florestais da UTAD”  e a Ordem dos Engenheiros, realizou no dia 13 de janeiro um 2º debate, intitulado “A floresta portuguesa em causa: revolução ou inércia”.

A finalidade deste debate tinha um objetivo claro: a floresta portuguesa merece uma revolução. Impõe-se, por isso, pôr termo à inércia das entidades responsáveis pela gestão e ordenamento do espaço florestal, mas com medidas alicerçadas num conhecimento técnico-científico. O secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, Amândio Torres, foi convidado a participar neste fórum, que contou com intervenções de especialistas reconhecidos como Armando Carvalho (Baladi), Rosário Alves (Forestis), Paulo Castro (Acréscimo) João Bento (investigador) e Luís Lopes (Associação de Florestais da UTAD), entre outros.

Alguns dos aspetos mais significativos que se prendem com a política florestal mereceram a reflexão dos intervenientes, designadamente o aproveitamento da biomassa florestal, o fogo controlado e a redução do risco de incêndio, o cadastro, o banco de terras, os incentivos ao ordenamento florestal através das Sociedades de Gestão Florestal e a promoção de novas Zonas de Intervenção Florestal (ZIF), além dos procedimentos legais para ações de arborização e rearborização.

A propósito da imensa riqueza que está em causa, Rui Cortes, docente da UTAD e um dos organizadores do evento, deixou claro que “a floresta em Portugal ocupa uma posição ímpar no contexto europeu, representando a fileira respetiva cerca de 2% do PIB e em relação ao Valor Acrescentado Bruto nacional aproxima-se dos 4 milhares de milhões de euros, além, de envolver cerca de 95 mil postos de trabalho diretos e remunerar quase 400 mil proprietários”.

Segundo o mesmo docente, estão já em preparação dois novos encontros, em datas a definir, dentro do ciclo de debates que o Departamento de Ciências Florestais e Arquitetura Paisagista decidiu levar a cabo, “tendo em conta a situação crítica que se vive no setor florestal e no próprio ensino, não se podendo a UTAD alhear deste tema, pela investigação realizada neste domínio e pela formação de várias gerações de florestais”.