Foto: Semana do Planeta Vivo
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Este ano a Comemoração do Dia mundial da Árvore foi incluída na Semana do Planeta Vivo que reuniu diversas iniciativas ambientais entre 21 e 25 de março.

Assinalando uma semana com grande significado para o meio-ambiente e a biodiversidade, que marca o despontar da primavera e dá início a um novo ciclo para a fauna e sobretudo para a flora, a Câmara Municipal de Vila Real e a UTAD desenvolveram um vasto programa de atividades para esse ciclo.

A primeira iniciativa teve lugar na Biblioteca Central da UTAD, no dia 21 de março (Dia Mundial da Árvore) com a reunião de um conjunto de especialistas na conferência intitulada “O Homem e a Natureza: encontros e motivações”, organizada pelo Departamento de Ciências Florestais e Arquitetura Paisagista e pela Escola Superior de Enfermagem. A relação do homem com a paisagem, a sua importância para a organização e expressão motivacional, afetivo-emocional e cognitiva, a importância da formação da identidade ambiental, a forma como a fruição da natureza está ou poderá estar ao serviço da saúde e do bem-estar são alguns dos temas debatidos.

A UTAD acolheu também a exposição “Flora de Brincadeiras” da autoria de João Pinto Vieira da Costa, constituida por inúmeros brinquedos, ornamentos e peças de artesanato construídas a partir de fragmentos de madeira, frutos, caroços, cabaças, cascas, entre outros residuos da natureza que remetem para histórias e brincadeiras da nossa infância.

Os alunos da Escola do Corgo, no âmbito de mais um projeto apoiado pela Fundação Ilídio Pinho, depositaram no borboletário do Centro as sementes de diversas espécies arbóreas, que serão objeto de acompanhamento do seu crescimento e desenvolvimento. Os dados serão registados e as árvores, quando atingirem o momento adequado, serão transplantadas para as zonas de montanha que registaram incêndios florestais, procedendo-se desta forma ao seu repovoamento com espécies autóctones melhor adaptadas aos incêndios. Foi ainda desenvolvida, com os estudantes e com o público em geral, uma oficina de campo exemplificativa da metodologia científica para conhecer o tempo de vida de algumas árvores do Parque Corgo, desenvolvida por José Louzada, docente do Departamento de Ciências Florestais e Arquitetura Paisagista da UTAD e especialista na determinação da idade das árvores.

O Centro de Ciência de Vila Real acolheu a exposição “Conhecer a Paisagem com os Pés no Chão”, da autoria de Carla Cabral. Assente na recolha de experiências de muitas pessoas que percorreram os percursos no vale do rio Corgo e que construíram, com a cadência dos seus passos, respirações, reações e ideias, mais pontos de vista que acrescentam camadas, para além da visão, para interpelar as paisagens, é construído um discurso expositivo que nos conduz a experiências sensoriais e que apontam caminhos de pesquisa sobre a paisagem duriense, património da humanidade desde 2001. Carla Cabral é licenciada em Pintura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto e Arquitetura Paisagista pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. A exposição foi inaugurada a 21 de março e estará patente ao público no Edifício C do Centro de Ciência de Vila Real todos os dias, até 7 de abril.