Foto: Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa
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Trata-se de um clone do Freixo secular junto à torre heptagonal de Freixo de Espada à Cinta que está representado no “Livro das Fortalezas” desenhado entre 1509 e 1510 a mando de D. Manuel I.

Foi a 21 de março, dia que celebra as árvores e as florestas, que Marcelo Rebelo de Sousa acolheu e plantou nos Jardins dos Palácio de Belém o primeiro clone do Freixo de Espada à Cinta, ato que considerou símbolo “de resistência e resiliência” dos portugueses”. A iniciativa partiu do Município de Freixo de Espada à Cinta aquando da visita do Presidente da República àquele concelho em 2016, e que agora foi tornado realidade.

O Freixo havia sido objeto de um trabalho conjunto de recuperação, da condição e estrutura por processos cirúrgicos e técnicas para estabilização do tronco e copa e que incluiu pesquisas da história, arqueologia, botânica, fisiologia e fitossanidade, por uma equipa de investigadores da UTAD, da Universidade do Algarve, do ICNF e do Município de Freixo de Espada à Cinta e, após o desenvolvimento dos clones, foi agora possível plantar o primeiro num local também ele simbólico para os portugueses.

O ato de plantação integrou uma comitiva que incluiu investigadores, autarcas, técnicos e quatro alunos do segundo ciclo do Agrupamento de Escolas de Freixo de Espada à Cinta, que ajudaram Marcelo Rebelo de Sousa a plantar o clone numa “homenagem aos portugueses que vivem no interior e aos que estão espalhados pelo mundo”, salientou o Presidente.

Luís Martins, investigador da UTAD, destacou que foram necessárias “mais de 900 tentativas”, para conseguir com sucesso os primeiros 22 clones do Freixo d’Duarte de Armas, através da utilização de raízes novas, nascidas após o processo de recuperação do freixo, procedimento em nada simples “devido à idade da árvore”, salientou.

Pretendem agora que os restantes clones sejam plantados em “todas as capitais de distrito e nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira”.

Todos os trabalhos de recuperação, assim como os resultados de clonagem do Freixo, serão tornados públicos através de um livro, de uma página na Web e de um painel interativo que será colocado junto ao freixo D. Duarte d’Armas, árvore símbolo de Freixo de Espada à Cinta.

O freixo tem o nome associado a Duarte d’Armas, que representou cartograficamente, a mando do rei Manuel I, a cartografia de 56 castelos fronteiriços de Portugal, entre 1509 e 1510.