Foto: Foto de grupo
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Após um processo delicado de recuperação da árvore que dá nome a Freixo de Espada à Cinta, foram entregues no passado dia 24 de maio os clones da mesma às 20 capitais de distrito, incluindo as Regiões Autónomas dos Açores e Madeira e a apresentação do livro que descreve todo o processo.

A cerimónia de entrega decorreu “à sombra” do freixo que testemunhou a entrega, perante a população da cidade que ocorreu em peso para se juntar à iniciativa. Na cerimónia de entrega, Luis Martins da UTAD, coordenador da equipa que recuperou o Freixo, enalteceu “a oportunidade” e a “celebração deste momento único” e Maria do Céu Quintas, Presidente do Município de Freixo de Espada à Cinta, agradeceu e elogiou o “trabalho desenvolvido” pela equipa e que agora pode ser consultado e conhecido em livro.

Seguiu-se a entrega simbólica dos Freixos (clones) às respetivas capitais de distrito e ainda a distribuição do livro à população presente que fez questão de ter os exemplares assinados por Luis Martins e Maria do Céu Quintas.

O primeiro clone do freixo Duarte d’Armas, árvore que se estima tenha cerca de 550 anos, foi plantado nos jardins do Palácio de Belém a 21 de março transato pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que o apelidou de “símbolo de resiliência”.

Os clones e o livro agora publicado resulta de uma trabalho conjunto de recuperação, da condição e estrutura por processos cirúrgicos e técnicas para estabilização do tronco e copa e que incluiu pesquisas da história, arqueologia, botânica, fisiologia e fitossanidade, por uma equipa de investigadores da UTAD, da Universidade do Algarve, do ICNF e do Município de Freixo de Espada à Cinta.

Foi ainda colocado um painel identificativo junto ao freixo D. Duarte d’Armas, árvore símbolo de Freixo de Espada à Cinta.

O freixo tem o nome associado a Duarte d’Armas, que representou cartograficamente, a mando do rei Manuel I, a cartografia de 56 castelos fronteiriços de Portugal, entre 1509 e 1510.