Foto: Vencedor
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Decorreu no passado dia 20 de maio, no Colégio Paulo VI, em Gondomar, mais uma edição do concurso de robótica internacional “Micromouse Portuguese Contest”, organizado pela UTAD numa parceria com aquele estabelecimento de ensino e contando com o apoio do INESCTEC e do Ciência Viva.

O Micromouse Portuguese Contest, é um concurso de velocidade, orientação e precisão onde vários tipos de robôs competem num labirinto pelo tempo mais rápido. Adicionalmente, fez parte do programa uma exposição e uma mini-formação certificada na área da robótica. Nesta edição participaram 14 equipas, sendo 8 de escolas secundárias (Colégio Paulo IV, Escola Secundária de Arouca, Escola Secundária Adolfo Portela e Colégio S. Gonçalo), duas equipas universitárias (FEUP e Universidade de Aveiro) e três equipas internacionais (Peter Harrison, UK, Chao-Wei Chen e Xin-Han Cai de Taiwan da Lunghwa University of Science and Technology).

O concurso foi ganho por Xin-Han Cai que com o seu robô, Diu-Gow 4, conseguiu realizar a prova em 4.711 segundos. O segundo classificado foi o conceituado Peter Harrison (vencedor da edição do Micromouse Portuguese Contest 2016) com o tempo de 6.541 segundos, logo seguido de Chao-Wei Chen que com o kit robótico educacional, EDUmouse, desenvolvido em Taiwan na Lunghwa University of Science and Technology, fez 9.822 segundos. O melhor português foi Daniel Gonçalves que, com o seu robô Vertigo, não foi além dos 4:43.773, pois não conseguiu realizar a volta rápida. De salientar a atribuição, pelo júri, de uma menção honrosa a uma equipa do Colégio Paulo IV (João Torres, Nuno Alves e Raul Lopes) que com o seu robô, “ScorpionBot”, elaborado numa plataforma da Lego, conquistou o 8º lugar.

De referir que este concurso faz parte do “micromouse@utad.pt”, um projeto da UTAD na área da Robótica Educativa, concebido para estimular o interesse dos alunos na área das Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática, promovendo competências consideradas pré-requisitos para carreiras nas Tecnologias de Informação. Se no curto e médio prazo a iniciativa pode auxiliar as escolas, dotando-as de novos conteúdos e ajudando os alunos portugueses pré-universitários a atingirem padrões académicos, já no longo prazo estima-se que inspire e prepare a nova geração de profissionais de Tecnologias de Informação. Para além da competição anual, o projeto inclui o desenvolvimento de um kit de apoio à educação (projeto de hardware e software da UTAD, executado na empresa Globaltronic e vendido na Talents & Treasures, empresas parceiras do projeto), workshops para alunos e professores, e atividades de divulgação e disseminação científicas. Com início em 2011, o projeto tem contado com um interesse crescente das comunidades educativas, destacando-se diversas escolas e colégios de Vila Real, Arouca, Águeda, Amarante e Gondomar, como foi o exemplo da elevada participação na edição deste ano do concurso.