Foto: Encontro Viver a Vida
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Com o claro propósito de desmistificar tabus relacionados com o sofrimento e a morte e, ao mesmo tempo, preparar as pessoas para uma morte mais cuidada e menos dolorosa, decorreu na UTAD, nos dias 6 e 7 de outubro, o II Encontro “Viver a Vida”, sob o lema “Na dor e no sofrimento, que ninguém fique para trás”.

Neste encontro, que teve lugar no auditório do Complexo Laboratorial da UTAD, participaram várias dezenas de especialistas, que intervieram em vastos domínios, tais como a dor, o sofrimento, os cuidados paliativos, a morte, o luto, o envelhecimento ativo, as catástrofes e o luto coletivo, o luto dos profissionais e cuidadores, a relação da criança com a morte, entre outros.

Tratou-se de um evento da AMARA (Associação pela Dignidade na Vida e na Morte), cabendo a organização à UTAD, com o apoio Centro de Estudos Humanísticos da Universidade do Minho (CEHUM) e da Science Through our Lives (STOL). Foi igualmente oportunidade para comemorar, através de várias conferências e workshops, o Dia Mundial dos Cuidados Paliativos, subordinado ao tema “Viver e morrer sem dor, é possível: entre a Cura e a Morte, um espaço de Vida”.

Encarar a morte como um processo natural e dar, sobretudo, sentido à vida para combater o sofrimento e a dor, procurando-se as melhores respostas para as dificuldades dos profissionais de saúde em abordar a morte, bem como a ajuda às famílias na preparação para o luto, foram as ideias recorrentes em muitas das intervenções neste encontro, onde mereceram também particular atenção os testemunhos de quem lida no terreno com tais realidades, nem sempre são fáceis de abordar.