Foto: alterações climáticas
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Decorreu na UTAD, nos dias 19, 20 e 21 de fevereiro, o Congresso Nacional sobre Alterações Climáticas, organizado por uma vasta equipa multidisciplinar que integrou estudantes e professores de Biologia, Biologia e Geologia, Genética e Biotecnologia, Arquitetura Paisagista e Engenharia do Ambiente, em simbiose com a Ordem dos Biólogos.

Participaram especialistas de vários centros de investigação e universidades portuguesas (UTAD, Universidade do Porto, Universidade de lisboa e Universidade de Aveiro), bem como de outros países (Colômbia, Moçambique e Brasil), tendo como principais destinatários estudantes do ensino superior e secundário, investigadores, docentes, e técnicos. Muitas entidades apoiaram o evento, tais como a QUERCUS, a APA, a SPEA, as Câmaras Municipais de Vila Real, Sabrosa e Chaves, para além de diversas empresas privadas.

No dia de abertura, decorria, na Universidade de Lisboa, o doutoramento Honoris Causa do Secretário-Geral da ONU, António Guterres, onde realçou que “as alterações climáticas são a maior ameaça coletiva e do planeta, e continuam a andar mais depressa do que nós próprios”, uma declaração que traduziu bem o reconhecimento da grande oportunidade da temática deste Congresso. Um reconhecimento igualmente visível pela excelente cobertura mediática do mesmo, salientando-se um debate de duas horas sobre o Futuro da Floresta, transmitido em direto da UTAD pela estação de rádio Antena 1.

Nos dois dias de trabalhos estiveram, assim, temáticas de grande pertinência e inquietação em países como Portugal, desde os impactos das alterações climáticas nos fogos florestais e nos sistemas agroflorestais, à previsão de tendências ecológicas em cenários de alterações climáticas, incidências nos extremos hidrológicos em bacias florestais, assim como estratégias de resiliência das cidades às alterações climáticas e impactos na biodiversidade nos serviços dos ecossistemas.