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Integrado numa linha de investigação coordenada pelos professores José Luís D`Almeida e Paula Sousa, decorreu no dia 30 de maio, na UTAD, o Seminário Internacional “Serviço Social na Escola”, resultado do recente lançamento do livro “Serviço Social na Escola: contributos para o campo profissional” que resultou do trabalho feito ao longo dos dois últimos anos.

No evento estiveram presentes oradores de renome internacional, nomeadamente de Espanha, Angola, Brasil, para além da participação de algumas universidades portuguesas.

O seminário visou aprofundar, numa perspetiva internacional, as questões que hoje se colocam na ordem do dia nas nossas escolas a nível social e o contributo que os Assistentes Sociais podem dar para tornar as escolas mais inclusivas.

A complexidade dos quotidianos da escola no momento presente exige uma intervenção especializada e multiprofissional que não se pode reduzir ao tradicional trabalho pedagógico desenvolvido pelos professores.

O serviço social nas escolas é uma das frentes de intervenção indispensáveis para garantir uma gestão justa e adequada da complexidade. Esta complexidade pressupõe que a escola deve tomar a criança e o jovem como sujeito de conhecimento e de cultura, na globalidade do que esse sujeito é e na pluralidade de mundos em que se move e donde se originam as suas fontes de aprendizagem: o mundo globalizado com a sua cultura mediática e a indústria cultural; o espaço social onde se definem as pertenças étnicas e de classe; a comunidade e as relações de vizinhança; a família na multiplicidade das suas formas, valores e processos de socialização primária; as relações de pares onde se geram as culturas infantis e juvenis.

É este trabalho educativo centrado na criança e no jovem (e não apenas no aluno ou no aprendiz), que justifica e exige a interdisciplinaridade e a interprofissionalidade das equipas educativas. Assume-se, portanto, uma oportunidade para uma indispensável intervenção dos e das assistentes sociais nas escolas e no sistema educativo. Um trabalho que seja teoricamente bem sustentado, conhecedor das suas bases de referência, diversificado nos seus eixos de intervenção, capaz de fazer opções conscientes entre as perspetivas teóricas e as orientações metodológicas que se debatem no interior do seu campo. Espera-se assim impulsionar novas dinâmicas do trabalho no âmbito educativo, para que seja possível transformar as escolas em contextos educacionais mais competentes e inclusivos.