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A 13 de março, realizou-se na UTAD a Ação de Formação em Medicina Veterinária Forense, numa organização conjunta do grupo de Histopatologia e do Laboratório de Histologia e Anatomia Patológica (LHAP) do Departamento de Ciências Veterinárias (DCV), da Escola de Ciências Agrárias e Veterinárias da UTAD e da Direção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV).

Nesta ação foi salientada a forma de atuação do Médico Veterinário perante situações de maus tratos/abusos sobre animais de companhia. As alterações verificadas nos últimos anos, quer do Código Civil, quer do Código Penal, levaram a uma maior consciencialização da opinião pública, percebendo-se a necessidade de atualização de conhecimentos e esclarecimento de dúvidas.

As formadoras desta ação são Patologistas do LHAP e elementos grupo de Histopatologia do DCV-ECAV-UTAD. Anabela Alves abriu os trabalhos com a apresentação do “Enquadramento legal do crime contra os animais” e também a “Avaliação da cena do crime, recolha e identificação de evidencias”. Maria de Lurdes Pinto deu a conhecer a “Avaliação da dor e do dano em lesões suspeitas de maus tratos”. e Fernanda Seixas Travassos mostrou como se identificam os “Fenómenos cadavéricos e cronotanatognose“.

Justina Oliveira fez uma comunicação sobre “A necrópsia forense de animais”, seguida de Maria dos Anjos Pires, que sintetizou a forma como se faz a “Colheita e manipulação de amostras para exames forenses”. Adelina Gama Quaresma descreveu “A elaboração de um relatório médico-legal” e Isabel Pires fez a “Apresentação de casos práticos em animais domésticos” que deram mote para uma mesa redonda, mediada por Justina Oliveira e Paula Rodrigues, com participação muito ativa por parte de toda a assistência presente, constituída principalmente por Médicos Veterinários Municipais provenientes do Norte e Centro do País e de estudantes.

Também foi formadora desta ação Liliana Carvalho, Médica Veterinária Municipal que, de forma muito assertiva, fez uma análise SWAT sobre o enquadramento do “Médico Veterinário Municipal perante a nova conjuntura legal” levando a assistência a participar e questionar as diferentes formas de atuação perante casos reais.

A organização, liderada por Maria dos Anjos Pires, esteve a cargo dos elementos do grupo de Histopatologia e do LHAP do DCV (Anabela Alves, Maria de Lurdes Pinto, Fernanda Seixas Travassos, Justina Oliveira, Adelina Gama Quaresma, Isabel Pires, Paula Avelar Rodrigues e Ana Margarida Calado), assim como de Andreia Garcês e das assistentes operacionais Ana Plácido e Glória Milagre.

Prevê-se a realização de novas edições desta formação ou de outras no âmbito de Medicina Veterinária Forense.