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Neste evento, com organização conjunta do CITAB e INESC TEC, foi formalizado um protocolo entre as duas organizações.

A UTAD recebeu nos dias 12 e 13 de dezembro o congresso internacional Digital Agro-food &  Forestry  e (r)evolution. O objetivo foi dar a conhecer a investigação desenvolvida nas cadeias de valor Agroalimentar e Florestal, com aplicação de Tecnologia Avançada onde se inclui inteligência artificial, robótica e novas tecnologias sensoriais. A sessão de abertura contou com a presença da Secretária de Estado para a Valorização do Território, Isabel Ferreira, que elogiou o tema escolhido e também o protocolo estabelecido entre um centro de tecnologias e um centro de investigação “em áreas tão importantes para o desenvolvimento do interior, sobretudo em produtos endógenos, cuja inovação no tratamento pode aportar valor”. Ainda nesta sessão, Ana Barros, diretora do CITAB realçou a importância do protocolo, pois sendo este um centro de investigação direcionado para as cadeias de valor agroalimentar e agroflorestal e o INESC TEC direcionado para as tecnologias, vai permitir “sinergia e complementariedade entre as duas áreas”.

O primeiro dia conta com apresentações de investigação nas diferentes áreas da Agricultura e Floresta, por especialistas nacionais e internacionais, nomeadamente Cristina Garcia Viguera, do instituto espanhol CEBAS-CSIC, e keynote speakers do evento, que abordou “a comida funcional e as suas vantagens para a saúde humana”. José Maria Tallon, falou sobre a plataforma obesidata. Ana Barros abordou “método espectroscópico para rastreabilidade e autenticação de matrizes alimentares”.  Sigfredo Fuentes, da Universidade de Melbourne, também keynote speaker, “apresentou as novas e emergentes tecnologias para a agricultura digital do futuro”. António Valente, da UTAD, apresentou o sensor LoRaWAN e Samir Mehmeti, do INESC TEC, apresentou um “sistema de controlo inteligente para a gestão da água e nutrientes para sistemas de fertirrigação”. Pedro Marques, da UTAD, esclareceu os presentes sobre a “avaliação do estado da água nas folhas da azeitona por índices de vegetação”. Alexandra Marques, outro dos keynote speaker, versou sobre as “tecnologias digitais para cadeias de valor florestal mais resilientes e sustentáveis, explicando o funcionamento das cadeias de distribuição no setor”.  José Carlos Rodrigues, do ISA, falou sobre o sistema NIR, e André Araújo, da Ingeniarius Lda., sobre a “conversão de máquinas de campo em ROS”. Seguiu-se José Aranha, da UTAD, que apresentou o projeto GoVespa que monitoriza a vespa velutina em Portugal através de um sistema geográfico de informação, e Thadeu Brito, do IPBragança, que clarificou o sistema de monitorização florestal.

No segundo dia do Congresso,  Rui Soares, da Real Companhia Velha, apresentou as inovações tecnológicas para uma viticultura sustentável na região vinícola do Douro”. Luís Santos, do INESC TEC, apresentou a “segmentação de caminhos de vinha a partir de imagens de satélite usando a máquina para o planeamento de caminhos” e Véronique Gomes, da UTAD, falou sobre a “avaliação da maturação da uva de vinho através de HSI e inteligência artificial”. A sessão terminou com a intervenção de Renan Tosin, do INESC TEC, que fez a “avaliação do potencial hídrico foliar da videira antes da madrugada a partir de assinaturas hiperespectrais e pigmentos utilizando algoritmos de aprendizagem de máquina: uma estrutura testada na região vinícola do Douro”.

A manhã terminou com um debate dedicado à temática dos vinhos e com uma visita à Quinta das Carvalhas, no Pinhão.

A Diretora do CITAB, Ana Barros, e José Boaventura, Coordenador do Polo do INESC TEC na UTAD, manifestaram o “agrado pelo sucesso da iniciativa” que trouxe à UTAD reputados especialistas nacionais e internacionais que deram a conhecer o que tem investigado e ainda o que se investiga nestes dois centros de investigação, trabalho que pode dar resposta aos desafios colocados por empresas da região e do país e também internacionalmente “na área da produção alimentar, na utilização das novas tecnologias nas cadeias alimentares para a produção de alimentos e na poupança de recursos”.