[Imprimir]

Os Encontros da Primavera (Antropologia, Cinema e Sentidos) voltaram a ter lugar em Picote, Miranda do Douro, nos dias 19 e 20 de junho, naquela que foi a décima quinta edição marcada por atividades ao ar livre, devido às contingências impostas pela pandemia.

A Frauga e o Ecomuseu Terra Mater, numa organização conjunta com a UTAD e com apoio da Câmara Municipal de Miranda, Junta de Freguesia de Picote e do Centro em Rede de Investigação em Antropologia têm procurado, nomeadamente nas últimas três edições, um envolvimento cada vez maior da população local e também, neste sentido, os Encontros afirmam-se num propósito claro de conhecer e aprender com as gentes locais, promovendo formas de inclusão pelas artes e pelo conhecimento.

Nesta edição, explorando formas “hápticas de conhecimento e os velhos (mas bons) hábitos peripatéticos do conhecer caminhando e do caminhar conhecendo”, os participantes foram convidados a duas conferências sensoriais caminhadas, com a participação de João Paulo Carvalho e José Reis, ambos docentes da UTAD, Américo Guedes, biólogo, Constança Andrade, antropóloga, Francisco Pina Cabral, arquiteto, e Margarida Ramos, especialista em etnobotânica e conservação da biodiversidade.

Paisagem, Património e Arquitetura foram motes “inspiradores” para a troca de experiências, tendo Picote e Barrocal do Douro como lugares de referência de uma geografia dos sentidos. Palavras, imagens, sons, leituras, filmes, num (anti)evento que se afirma, cada vez mais, na singularidade de um tempo lento e humano que favorece encontros, relações, interlocuções, partilhas. Este ano, “com os favores do calendário, o momento epilogar (observação astronómica) coincidiu com o Solstício de Verão”. Antes, “sob um céu estrelado”, uma sessão de leitura de excertos de textos, escolhidos por António Alves da livraria Traga-Mundos, que evocaram o território e a paisagem de Trás-os-Montes.

Foto: DR