Lã de Ovinos foi tema de formação na UTAD

Realizou-se a 16 de setembro o workshop Valorização da lã de raças de ovinos autóctones: do velo ao fio” que contou com participantes da UBI, do Museu dos Lanifícios da Covilhã, de artesãos, estudantes e outros interessados.

Este seminário teórico-prático que teve como objetivo dar a conhecer, avaliar e preparar as fibras dos diferentes tipos de velos (lã de ovinos) e iniciar a fiação com fuso, teve como formadores os docentes da UTAD Virgínia Santos, Severiano Silva, Jorge Azevedo, Mário Silvestre e Ângela Martins.

Segundo Virgínia Santos, da Organização “a lã é atualmente um subproduto da produção ovina, com baixo valor comercial. No entanto, observa-se um interesse crescente na sociedade atual pela utilização e valorização da lã e de outras fibras naturais.”

A produção de lã foi durante muitos anos, em algumas regiões de Portugal, uma das principais razões da exploração ovina, devido ao elevado valor económico deste produto. Esta situação foi alterada com o aparecimento das fibras sintéticas. De qualquer forma, sendo absolutamente necessário tosquiar anualmente os ovinos, a lã pode proporcionar um rendimento extra, se devidamente processada. Atualmente são reconhecidas em Portugal dezasseis raças ovinas dispersas por diferentes regiões geográficas e divididas em três grupos étnicos, que estão diretamente relacionados com o tipo de lã que produzem: Merinas, Bordaleiras e Churras.

Este Seminário foi o primeiro de muitos trabalhos a desenvolver nesta área, para a qual o Departamento de Zootecnia da UTAD “dispõe dos meios e das competências adequadas”, conclui Virgínia Santos.