[Imprimir]

No âmbito do projeto Erasmus +, denominado CultRural+ “Entrepreneurship, Education and Cultural Heritage Creative Management for Rural Development”, decorreu na 6ª-feira, 25 de setembro de 2020, um seminário sobre mapeamento virtual e despovoamento, que contou com a presença na UTAD de representantes dos parceiros portugueses e espanhóis e online dos parceiros da Grécia, França e Itália.

Este projeto pretende, entre outros objetivos, sublinhar que em algumas áreas rurais a tendência ao despovoamento está a ser contrariada, graças ao dinamismo de microempreendedores. Na medida do possível, quer destacar o papel de alguns projetos culturais neste contexto, bem como divulgar casos de boas práticas. Mas, para poder identificar e destacar algumas (boas) exceções à regra é preciso, em primeiro lugar, descrever toda a realidade destes territórios. Foi este o objetivo deste seminário: afinar as estratégias para criar mapas que demostrem de uma forma original as dinâmicas de (des)povoamento dos territórios de baixa densidade do interior (norte) de Portugal.

Pretende-se utilizar dados que, não sendo óbvios, e não estando normalmente disponíveis nos habituais repositórios estatísticos como o INE e a PORDATA, consigam retratar bem esta realidade. Quem aceitou o desafio de refletir connosco, foi a empresa NOS, estando representada no seminário por Raquel Carvalho da divisão Corporate – B2B Analytics, tendo apresentado vários exemplos do potencial de utilização de dados massivos anonimizados dos utilizadores de redes de telecomunicações móveis, para estudar e compreender dinâmicas demográficas e movimentos populacionais a múltiplas escalas territoriais, recorrendo a tecnologias de Big Data Analytics.

Os parceiros espanhóis, através de. Martín Gómez-Ullate, da Universidade da Extremadura apresentaram igualmente exemplos de dados, abordagens e tecnologias interessantes como é o caso do Portal La España Vacía e de França, Laurent Rieutort apresentou vários exemplos franceses da utilização de técnicas cartográficas inovadoras para o mapeamento destas dinâmicas.

A equipa da UTAD está já em contacto com outras entidades publicas e privadas que coletam diariamente dados de elevada granularidade espacial, nestes territórios, como, por exemplo, consumos de água e energia e licenciamentos, para avaliar do seu potencial para captar e ilustrar dinâmicas e tendências demográficas e de povoamento de forma inovadora.​