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A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) realizou no 21 de setembro, a sessão de boas-vindas aos novos estudantes, na Aula Magna, muito concorrida não só pela presença de estudantes, mas também de muitos convidados, sendo convidado de honra o conhecido alpinista João Garcia, “o primeiro português no Cume do Evereste”

“Espero que gostem de estudar e estar na UTAD”, assim o expressou o reitor, Emídio Gomes, na sua mensagem de boas-vindas. “Tudo faremos, no presente e no futuro, para transformar este vosso destino no melhor dos destinos universitários em Portugal e num destino com relevância mesmo além-fronteiras”, assegurou também.

“Em cada dia estaremos atentos a tudo o que os alunos precisam – transmitiu ainda Emídio Gomes no seu discurso. – Os alunos são a atenção de todos os momentos do reitor. Em cada momento em que trabalhamos é sempre para o vosso futuro e para o vosso bem-estar, seja quando contratamos os melhores professores que podemos, seja quando melhoramos as infraestruturas”.

Na mesma sessão, a presidente da Associação Académica, Maria Ferreira, numa intervenção calorosa, deu testemunho do orgulho que é pertencer a esta família, a UTAD, enquanto enfatizava o ambiente académico que espera os novos alunos, e descrevia as infraestruturas de apoio de que disporão, os núcleos e os departamentos da AAUTAD. “Temos força e vozes para provocar a mudança”, sublinhou.

Por sua vez, o presidente da Câmara Municipal de Vila Real, Rui Santos, também ele antigo aluno da UTAD e antigo presidente da Associação Académica, desafiou os novos estudantes a marcarem o seu percurso académico por este lema: “Cada vez mais Vila Real é a UTAD e a UTAD é Vila Real”. Descreveu depois as potencialidades da sua cidade e as condições de atratividade que apresenta, concluindo que “viver em Vila Real é ser um pouco mais português”.

A parte final da sessão foi marcada pela intervenção de João Garcia, o afamado alpinista que ficou conhecido, como ele próprio reconheceu, por ter sido “o primeiro português que levou a nossa bandeira mais perto do céu, sem deixar de estar com os pés na terra”. E descreveu, com pormenor, a sua aventura de 1999 e o modo como foi feito herói pelos media, ao conseguir escalar as 14 montanhas do Evereste, com mais de 8000 metros de altitude, sem o auxílio de oxigénio artificial. Uma aventura, igualmente dolorosa, marcada pela morte de um colega de escalada e, no seu corpo, por amputações nos dedos e nariz.